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182 mulheres concluem formação em agricultura biológica em quatro comunidades de Gabú

Durante 45 dias, mulheres de Canhanque, Querewane, Ponhe Maunde e Candate Fula participaram numa formação em agricultura biológica centrada em técnicas que poderão aplicar nas suas próprias hortas. No total, 200 pessoas iniciaram o percurso formativo e 184 concluíram-no, entre elas 182 mulheres e dois homens.

A formação decorreu entre 18 de maio e 3 de julho, no âmbito do projeto Djanguem Liggoden, e combinou aprendizagem teórica com exercícios práticos e acompanhamento nas parcelas demonstrativas das comunidades.

Ao longo do curso, as participantes trabalharam temas como preparação e instalação de hortas biológicas, produção e utilização de composto e biofertilizantes, rotação e associação de culturas, técnicas de sementeira, transplante e rega e formas naturais de controlo de pragas e doenças. A formação abordou ainda a colheita, conservação e comercialização dos produtos e a extração de sementes, com atenção à preservação das variedades locais.

Para muitas das participantes, estes conhecimentos representam novas ferramentas para o trabalho que já desenvolvem nas hortas. Remata Turé, que falou em representação das formandas durante o encerramento em Canhanque e Querewane, destacou especialmente a aprendizagem sobre a produção de insumos orgânicos e a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis.

Aprender antes de começar um novo ciclo de produção

O encerramento da formação incluiu visitas às parcelas demonstrativas, momentos de partilha entre participantes e formadores e a entrega dos certificados. O objetivo agora é que os conhecimentos adquiridos possam ser colocados em prática nas hortas comunitárias durante os próximos ciclos de produção.

Nas quatro comunidades decorrem também trabalhos relacionados com os furos de água e a vedação dos perímetros das hortas, infraestruturas que irão acompanhar a atividade produtiva.

A formação foi realizada com a participação da PONGAB e da ADIC NAFAIA, parceiros responsáveis pela implementação do curso nas comunidades, e acompanhada no âmbito do projeto Djanguem Liggoden, promovido pela ASAD. O processo prevê ainda acompanhamento técnico às mulheres durante os primeiros meses de implementação das atividades hortícolas, bem como ações de intercâmbio e partilha de experiências entre comunidades.

O projeto Djanguen Liggoden é financiado pelo Fundo de Estabilização e Desenvolvimento Regional dos Países Frágeis dos Estados Membros da CEDEAO (FRSD), com apoio do Banco Alemão de Desenvolvimento (KFW) e da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).