A iniciativa, desenvolvida no âmbito do projeto Tanka Mas!, reforça as competências das comunidades dos Bijagós em conservação da biodiversidade, proteção ambiental e turismo sustentável

A Diretora do Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP), Aissa Regala de Barros, destacou a importância da parceria com a ASAD — Associação Solidária Andaluza para o Desenvolvimento — na promoção da formação em ecoturismo. Segundo a responsável, esta colaboração constitui um investimento estratégico para o desenvolvimento sustentável do arquipélago dos Bijagós.

As declarações foram feitas durante a realização de um novo módulo de formação em ecoturismo, que decorreu em Bubaque no âmbito do projeto Tanka Mas!. A iniciativa pretende reforçar as competências de mulheres e homens das ilhas nas áreas da conservação da biodiversidade, da preservação ambiental e da valorização do património natural.

Aissa Regala de Barros fez um balanço positivo da ação formativa e sublinhou que a qualificação das pessoas participantes é essencial para promover uma utilização sustentável do potencial turístico dos Bijagós.

“É fundamental dar acompanhamento aos formandos assim que terminarem a formação, porque só assim poderão colocar em prática os conhecimentos adquiridos, reforçar as suas competências linguísticas e criar condições para integrarem o setor turístico, seja como guias turísticos ou noutras áreas. O importante é trabalharmos em conjunto para concretizar os objetivos desta formação”, afirmou.

A Diretora do IBAP manifestou ainda o desejo de reforçar a cooperação entre as duas instituições. Na sua avaliação, a parceria com a ASAD tem produzido resultados concretos e pode continuar a contribuir para o desenvolvimento sustentável da Guiné-Bissau.

A responsável destacou também o equilíbrio de género alcançado durante a formação. A significativa participação de mulheres representa, segundo Aissa Regala de Barros, um avanço na promoção da igualdade de oportunidades, da autonomia económica e do empoderamento das mulheres nas comunidades insulares.

O projeto Tanka Mas! é financiado pelo Fundo de Estabilização e Desenvolvimento Regional dos Países Frágeis dos Estados Membros da CEDEAO (FRSD), com apoio do Banco Alemão de Desenvolvimento (KFW) e da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).